Saiba mais sobre a implementação das Boas Práticas Regulatórias para produtos farmacêuticos recomendadas pela OMS na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México e Peru.
Saiba mais sobre a implementação das Boas Práticas Regulatórias para produtos farmacêuticos recomendadas pela OMS na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México e Peru.
Oferecer orientação para a adesão às boas práticas regulatórias em produtos farmacêuticos, recomendadas pela OMS, que contribuam para a existência de sistemas regulatórios sólidos, apoiados por um quadro eficiente de leis, regulamentos e diretrizes, a partir da compilação de experiências dos diferentes atores envolvidos no tema.
Este estudo baseia-se no Anexo 11 Boas práticas regulatórias na regulamentação de produtos médicos da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Measuring Regulatory Performance: A Practitioner’s Guide to Perception Surveys
OCDE: https://www.oecd.org/gov/regulatory-policy/LAC-Brochure-ESP.pdf
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu um quadro integral para as BPF, delineado no Anexo 11 da sua Série de Relatórios Técnicos. Este quadro inclui nove princípios fundamentais que devem orientar o trabalho das autoridades reguladoras e que são igualmente aplicáveis no contexto latino-americano (OMS, 2022):
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Legalidade: Os sistemas regulatórios e as decisões deles decorrentes devem ter uma base jurídica sólida.
Independência: As instituições responsáveis pela regulamentação dos produtos farmacêuticos devem ser independentes.
Proporcionalidade: A regulamentação e as decisões regulatórias devem ser proporcionais ao risco e à capacidade do regulador de aplicá-las e fazê-las cumprir.
Clareza: Os requisitos regulatórios devem ser acessíveis aos utilizadores e compreendidos por eles.
Transparência: Os sistemas regulatórios devem ser transparentes, os requisitos e as decisões devem ser divulgados e devem ser solicitadas contribuições sobre as propostas regulatórias.
Coerência: A fiscalização regulamentar dos produtos farmacêuticos deve ser coerente com as políticas e a legislação governamentais existentes e ser aplicada de forma homogénea e previsível.
Imparcialidade: Todas as partes regulamentadas devem receber um tratamento equitativo, justo e imparcial.
Flexibilidade: A fiscalização regulamentar não deve ser prescritiva, mas flexível para responder a um ambiente em mudança e a circunstâncias imprevistas. A reatividade oportuna a uma necessidade específica e, em especial, a emergências de saúde pública deve ser integrada ao sistema regulatório.
Eficiência: Os sistemas regulatórios devem atingir seus objetivos no prazo exigido e com esforço e custo razoáveis. A colaboração internacional promove a eficiência, garantindo o melhor uso dos recursos.
Esses princípios são essenciais para garantir que as autoridades regulatórias na América Latina possam cumprir o seu mandato de proteger a saúde pública, ao mesmo tempo que facilitam o acesso a medicamentos seguros e eficazes.
Os elementos facilitadores das BPR são componentes essenciais que criam um ambiente propício para a implementação eficaz de regulamentações no setor da saúde. Esses elementos abrangem desde o apoio político até os recursos humanos e financeiros, passando por sistemas de gestão da qualidade e processos de tomada de decisão baseados em evidências. A seguir, detalham-se esses elementos-chave que contribuem para o sucesso de um quadro regulatório sólido e eficiente (OMS, 2022):
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Apoio político e governamental: O apoio contínuo dos mais altos níveis políticos e governamentais, incluindo os responsáveis pelas políticas, é fundamental para a aplicação correta do conceito e dos princípios das boas práticas regulatórias.
Essas boas práticas devem fazer parte integrante de todas as políticas governamentais sobre sistemas regulatórios e contar com um apoio político firme.
Comunicação, colaboração e coordenação: Uma comunicação adequada e eficaz desempenha um papel fundamental na troca de informações dentro e fora das instituições que constituem o sistema regulatório. Quando as autoridades reguladoras comunicam-se regularmente, tanto interna quanto externamente, elas permanecem mais transparentes e responsáveis. A comunicação de informações corretas evita possíveis mal-entendidos e a divulgação de informações enganosas aos pacientes e ao público. A comunicação é uma ferramenta poderosa para a colaboração e coordenação com as partes interessadas nacionais e internacionais relevantes, o que, por sua vez, leva ao uso eficiente dos recursos e a melhores resultados regulatórios.
Tendo em conta as suas responsabilidades, as autoridades reguladoras devem dispor de pessoal, infraestruturas e ferramentas técnicas adequadas para o desempenho das suas funções. A coordenação pode ser facilitada pelas tecnologias de comunicação e pela troca eficiente e rápida de informações, o que reduzirá as lacunas e a duplicação de esforços.
Recursos financeiros suficientes e sustentáveis: O investimento num sistema regulatório é fundamental para o bom funcionamento de um sistema de saúde. Dispor de recursos financeiros suficientes para cumprir o seu mandato regulatório de forma eficaz e melhorar continuamente o desempenho das atividades regulatórias é fundamental para a independência, imparcialidade, coerência e eficiência de um sistema regulatório. Os recursos financeiros de todas as instituições do sistema regulatório devem ser sustentáveis, além das contribuições de doadores ou entidades filantrópicas.
Ética e valores institucionais: O pessoal regulador deve cumprir os princípios e valores éticos da instituição e demonstrar profissionalismo. Todo o pessoal regulador deve conhecer e receber formação sobre os princípios e valores éticos da autoridade reguladora (por exemplo, um código de conduta). Deve ser estabelecido um sistema, dentro ou fora do sistema regulador, que gerencie os desvios da ética e dos valores institucionais.
Sistema sólido de gestão da qualidade: Um sistema de gestão da qualidade, que inclui a aplicação dos princípios de gestão dos riscos da qualidade, torna as decisões das autoridades reguladoras mais credíveis e as suas operações mais estáveis e coerentes. Um sistema de gestão da qualidade contribui para o planeamento sistemático, o controlo e a melhoria da qualidade em todos os processos das funções reguladoras e garante uma abordagem integral.
Processo de tomada de decisões baseado na ciência e nos dados: As decisões e a tomada de decisões regulatórias devem basear-se em fundamentos científicos e dados precisos, e não na intuição ou na arbitrariedade. As decisões baseadas na ciência proporcionam resultados regulatórios coerentes e previsíveis. A adesão às normas e diretrizes internacionais é um elemento facilitador fundamental na tomada de decisões regulatórias baseadas na ciência.
Os elementos facilitadores acima mencionados não são eficazes quando presentes individualmente. Pelo contrário, estes fatores funcionam em harmonia na aplicação de boas práticas regulatórias. Por exemplo, recursos financeiros suficientes e sustentáveis contribuem para a contratação, o desenvolvimento e a manutenção de recursos humanos competentes. Da mesma forma, os recursos financeiros devem ser geridos de acordo com as boas práticas de governança.
Organização eficaz e boa governança: A estrutura e a linha de autoridade entre todas as instituições do sistema regulatório e em cada uma delas devem estar bem definidas. A integridade do sistema regulatório geral é fundamental para o desempenho eficiente de cada uma das suas instituições constituintes.
Se mais de uma instituição participar no sistema regulatório, a legislação ou a regulamentação institucional devem prever uma coordenação clara e sem sobreposição das atividades regulatórias. A liderança é fundamental para estabelecer e concretizar a visão, a missão, as políticas e as estratégias da organização, que, por sua vez, contribuem consideravelmente para a sua eficiência.
Recursos humanos competentes: Uma série de conhecimentos técnicos e científicos e habilidades do pessoal regulatório contribuem para o desenvolvimento, a implementação e a manutenção de um sistema regulatório eficaz de produtos médicos. As políticas e medidas de promoção pessoal e profissional (por exemplo, programas de formação, esquemas de remuneração competitivos) são fundamentais para que as autoridades regulatórias atraiam pessoal competente e o mantenham no serviço.
Este estudo é uma análise independente sobre a adoção das Boas Práticas Regulatórias (BPR) na regulamentação de produtos farmacêuticos em oito (8) países da América Latina. As informações provêm de fontes confiáveis, no entanto, os dados e informações aqui descritos estão sujeitos a atualizações e validações.
Este estudo não é uma avaliação do nível de maturidade das autoridades regulatórias nacionais de medicamentos, nem substitui ou substitui as avaliações oficiais realizadas por organismos autorizados, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) ou a Organização Pan-Americana da Saúde (OPS).
As conclusões baseiam-se nas informações disponíveis no momento da elaboração e podem estar sujeitas a alterações.
O estudo fornece uma visão geral das BPF nos países analisados e busca promover melhorias em matéria regulatória. Os autores e a instituição não assumem responsabilidade pelas decisões tomadas com base neste estudo. Os documentos são protegidos por direitos autorais, sendo permitido o seu uso não comercial com a devida citação. Ao utilizar estes relatórios, você aceita os termos e condições estabelecidos neste aviso legal e isenção de responsabilidade.